História Naval

USS Columbus (1819)

Pontos principais

  • Navio de linha de 92 canhões construído no Washington Navy Yard.
  • Serviu como nau capitânia no Mediterrâneo, Brasil e China.
  • Foi fundamental em um processo de libertação de um marinheiro escravizado (James Hutton).
  • Afundado deliberadamente pela União em 1861 para evitar a captura confederada.

O USS Columbus foi um navio de linha de 92 canhões pertencente à Marinha dos Estados Unidos. Sua trajetória abrangeu desde a reconstrução após a Guerra de 1812 até missões diplomáticas na Ásia e o Brasil, terminando com seu naufrágio deliberado para evitar a captura por forças confederadas.

Construção e Especificações

A construção do navio foi autorizada inicialmente pelo Congresso em 2 de janeiro de 1813. No entanto, a queima do Washington Navy Yard pelos próprios americanos em 1814, visando impedir que suprimentos militares caíssem em mãos britânicas durante a ocupação de Washington, destruiu a armação inicial. O projeto foi reautorizado em 29 de abril de 1816, com a quilha lançada logo em seguida.

O USS Columbus foi lançado em 1 de março de 1819 no Rio Anacostia, no Washington Navy Yard. Suas dimensões eram de aproximadamente 58,6 metros (191 pés e 10 polegadas) entre perpendiculares e 16,3 metros (53 pés e 6 polegadas) de largura. Comissionado em 29 de novembro de 1819 sob o comando do Master Commandant John H. Elton, o navio possuía um armamento original de 92 canhões, incluindo 68 canhões longos de 32 libras e 24 carronadas de 42 libras, superando a exigência mínima de 74 canhões estabelecida pela legislação de 1816.

Histórico Operacional

Entre 1820 e 1821, o navio serviu como nau capitânia do Comodoro William Bainbridge no Mediterrâneo. Em 1824, o navio tornou-se central em um caso jurídico notável: o marinheiro escravizado James Hutton, representado por Francis Scott Key, obteve sua liberdade através de um processo de "manumissão implícita", fundamentado no fato de ter sido alistado como marinheiro comum a bordo do USS Columbus.

Após um período como navio de recepção em Boston a partir de 1833, o Columbus retornou ao serviço ativo em 1842, novamente como nau capitânia no Mediterrâneo. Em 1843, deslocou-se para o Rio de Janeiro, tornando-se a nau capitânia do Esquadrão do Brasil sob o comando do Comodoro Daniel Turner.

Missões na Ásia e Guerra Mexicano-Americana

Em 1845, o navio partiu para Cantão, na China, sob o comando do Comodoro James Biddle. Em 31 de dezembro daquele ano, Biddle utilizou o navio para trocar cópias ratificadas do primeiro tratado comercial americano com a China. Em 1846, o Columbus tentou abrir o Japão ao comércio americano, chegando ao Canal de Uraga em julho, mas a missão não obteve sucesso.

Devido ao início da Guerra Mexicano-Americana, o navio foi convocado de volta, chegando a Monterey, Califórnia, em março de 1847. Por ser grande demais para as operações costeiras na Califórnia, retornou a Norfolk em março de 1848.

Fim do Navio

O USS Columbus permaneceu em reserva no Norfolk Navy Yard até 20 de abril de 1861. Com o avanço das forças confederadas, as tropas da União afundaram deliberadamente o navio para evitar que ele fosse capturado pelo Exército Confederado.

Perguntas frequentes

Por que a construção do USS Columbus foi atrasada?

A construção inicial foi interrompida em 1814 quando o Washington Navy Yard foi incendiado pelos próprios americanos para evitar que os britânicos capturassem os suprimentos militares durante a ocupação de Washington.

Qual foi a importância do USS Columbus no comércio com a China?

O navio transportou o Comodoro James Biddle a Cantão, onde, em 31 de dezembro de 1845, foram trocadas as cópias ratificadas do primeiro tratado comercial entre os Estados Unidos e a China.

Como o USS Columbus foi destruído?

O navio foi afundado por forças da União em 20 de abril de 1861, no Norfolk Navy Yard, para impedir que caísse nas mãos dos Confederados no início da Guerra Civil Americana.